Comitê de Educação em Direitos Humanos realiza evento

Na noite desta quinta-feira, 10, o Comitê de Educação em Direitos Humanos, formado por acadêmicos e docentes do Centro Universitário Cenecista de Osório - UNICNEC, realizou no Auditório Romildo Bolzan, a exibição do documentário "Central - o poder das facções no maior presídio do Brasil", dirigido pela jornalista (PUC - RS), pós - graduada em Economia Social pela FIJO- RS e sócia diretora da produtora e distribuidora brasileira Panda Filmes, Tatiana Sager, e Renato Dornelles, jornalista (PUC - RS), co-diretor do documentário, repórter especial e colunista da editoria de Segurança dos jornais Zero Hora e Diário Gaúcho da RBS e autor do livro Falange Gaúcha - o Presídio Central e a História do Crime Organizado no RS, que inspirou o documentário.

O pró-reitor de Relações Comunitárias e coordenador do curso de Direito, Prof. Ms. Marcelo Terra Reis, destacou o trabalho de equipe do comitê. "O viés marcante em nossa instituição é o trabalho em equipe nas diversas áreas da nossa UNICNEC, como os diretórios acadêmicos, diretório central e as empresas juniores, assim como o trabalho de organização dos eventos e ações realizadas pelo Comitê de Educação em Direitos Humanos, e é desta forma que poderemos mudar a realidade do país para melhor".

O Comitê de Educação em Direitos Humanos foi lançado oficialmente no dia 9 de novembro de 2017, e orienta suas ações, principalmente, através da Declaração Universal dos Direitos Humanos e da Constituição Federal de 1988. Os princípios são baseados no respeito e proteção da dignidade da pessoa, do pluralismo político, ideológico, cultural e religioso e na não aceitação e combate a todas as formas de discriminação e violência. O comitê tem o objetivo de discutir as relações e violações de direitos humanos no âmbito institucional, instituindo pesquisa e projetos de conscientização, assim como planejar e promover ações de educação em direitos humanos, promovendo na instituição uma cultura de respeito às diferenças e de compromisso com o combate às práticas de violação de direitos humanos.

Com isto, a organização do comitê trouxe para exibição na instituição o documentário "Central - o poder das facções no maior presídio do Brasil", com a presença dos diretores, os jornalista Tatiana Sager e Renato Dornelles. O documentário retrata a realidade do sistema prisional falido e beirando ao caos, a partir da realidade do maior presídio do país, que sofre com a superlotação crônica e cujo controle, a partir dos portões das galerias, é exercido pelos próprios detentos, na maioria dos casos, líderes de facções criminosas. Imagens inéditas denunciam o uso de drogas e a superlotação, um dos principais obstáculos à ressocialização. O documentário reuniu depoimentos de detentos, policiais militares e visitantes, além de análises de autoridades, são caracterizados o cotidiano e a realidade do presídio, que já foi denunciado à Organização dos Estados Americanos (OEA) por violação de direitos humanos.

O debate foi ministrado pelo professor e integrante o Comitê, Prof. Ms. Martin Moraes, com a presença dos diretores, Tatiana Sager e Renato Dornelles, e o defensor público graduado pela Universidade Federal de Pelotas, especialista em Direito do consumidor, e membro do grupo de Defesa da Tutela Coletiva da Defensoria Pública do Estado, Eduardo Zanini.

Segundo os diretores, é fundamental que a população pense que a realidade do sistema prisional é válido somente para um grupo de políticos. "Este sistema que vimos é o mais barato para os políticos. Conseguem lucrar com aluguel de um espaço para o comerciante vender os produtos que o próprio Estado deveria fornecer" ressalta Tatiana Sager. "Estes temas abordados servem também para pensar em como evoluir a sociedade, pois já é sabido que esta realidade não consegue ressocializar ninguém, infelizmente é para aperfeiçoar o crime organizado" afirma Renato Dornelles.

O defensor público, Eduardo Zanini, ressalta que estes eventos são importantes para debater e compartilhar conhecimentos e opiniões. "A primeira coisa que nos faz cogitar a violação dos direitos humanos no presídio central, é o ar. Logo no hall de entrada é o momento de 'acostumar' a sentir aquele cheiro, justamente pelo que vimos no documentário, na falta de condições minimas de habitação".

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